Ukulele Orchestra of Great Britain

Diversão pura as versões e mashups da Ukulele Orchestra of Great Britain.

Tem “Life on Mars”, “My Way” e “Substitute” na mesma música; e “Fly Me to the Moon”, “Love Story (Where Do I Begin)”, “Killing Me Softly With His Song”, “Hotel California”, “I Will Survive” em outra; uma versão simplesmente sensacional para trilha de Enio Morricone; Sattelite of Love; Shaft; Nirvana; Rock Around the Clock; e por aí vai. Me lembrou até aquele mashup de músicas do Radiohead em estilo country.

(Via Pedro Doria)

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Top 5 discos para se ouvir dirigindo

1. “Automatic for the People”, REM
2. “Forty Licks”, Rolling Stones
3. “Moondance”, Van Morrison
4. “The Singles”, Kinks
5. “London Calling”, The Clash
Extras: “The Bends”, Radiohead; “Revolver”, Beatles; “Houses of the Holy”, Led Zeppelin; “Ten”, Pearl Jam; “Greatest Hits”, The Cure.

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Top 5 bizarrices da semana

1. Hugo Chávez, presidente da Venezuela, agora tem direito a reeleições ilimitadas. Direito ganho num referendo que tinha uma pergunta bizarra: “Você aprova a emenda dos artigos 160, 162, 174, 192 e 230 da Constituição da República, tramitada pela Assembléia Nacional, que amplia os direitos políticos do povo, com o fim de permitir que qualquer cidadão ou cidadã em exercício de um cargo de eleição popular possa ser sujeito à postulação como candidato ou candidata para o mesmo cargo pelo tempo estabelecido constitucionalmente, dependendo sua possível eleição exclusivamente do voto popular?” Gênio (do mal).
2. Por sua vez, Evo Morales, presidente da Bolívia, diz que mandatos ilimitados ajudam a combater a corrupção. Claro, claro. Como não pensamos nisso antes? Se o fulano está no governo e sabe que não precisará sair depois de um ou dois mandatos, pra quê roubar, não é mesmo? O cara vai governar honestamente, roubando só um pouquinho, pois terá vários anos pela frente…
3. Há vinte anos, o escritor Salman Rushdie foi condenado à morte pelo aiatolá Khomeini, sob acusação de blasfêmia. A fatwa se deu por causa do livro “Os Versos Satânicos”. O mais bizarro é que a agência iraniana não só lembrou a data, mas fez questão de lembrar que a fatwa ainda vale. Baita país democrático e autônomo, esse Irã; tem todo o direito de produzir sua bomba atômica.
4. O governador de Rondônia, Ivo Cassol, proibiu a polícia ambiental de emitir autos de infração contra madeireiras que comercializam madeira ilegal. Esse é craque da pelota.
5. Tire uma foto com Lula e Dilma. Na semana que passou, prefeitos de todo o país – em um encontro nacional com o presidente em Brasília – puderam tirar uma foto e levar pra casa, como brinde, uma fotomontagem com Lula e Dilma. Pra frente, Sucupira!

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Top 5 livros que eu gostaria de ler algum dia

1. Guerra e Paz
2. Ulisses
3. A Origem das Espécies
4. Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister
5. Em Busca do Tempo Perdido
Extras: Declínio e Queda do Império Romano, Os Ensaios, A Riqueza das Nações

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Top 5 bandas (recentes) legais

1. Radiohead
2. REM
3. Weezer
4. Belle and Sebastian
5. Strokes

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Parece piada…

…Mas não é. Olha o naipe da pergunta no referendo de amanhã, na Venezuela de Hugo Chávez:

“Você aprova a emenda dos artigos 160, 162, 174, 192 e 230 da Constituição da República, tramitada pela Assembleia Nacional, que amplia os direitos políticos do povo, com o fim de permitir que qualquer cidadão ou cidadã em exercício de um cargo de eleição popular possa ser sujeito à postulação como candidato ou candidata para o mesmo cargo pelo tempo estabelecido constitucionalmente, dependendo sua possível eleição exclusivamente do voto popular?”

Mas não é piada. Ou, se preferir, é, sim, uma piada grotesca – bem grotesca. Como diria aquele colunista mala da “Folha”, morte ao tucanês!

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O presidente marqueteiro

Chega a dar repulsa a notícia que vai abaixo. O governo federal convidou os prefeitos do Brasil para um encontro nacional que só serviu para fazer companha explícita para a ministra Dilma Rousseff e demagogia barata.

Chegou-se ao cúmulo de montarem uma barraquinha para fotomontagem do prefeito com Lula e Dilma. Gostaria de saber quanto se gastou na brincadeira.

Aqui.

Prefeitos participam de fotomontagem com Lula e Dilma
Estande foi montado em frente ao Centro de Convenções e quem quiser pode sair com a lembrança

BRASÍLIA – Cada um dos 3,2 mil prefeitos que foram à Brasília para o encontro nacional com o presidente Luiz Inácio da Silva em Brasília e ministros como a possível candidata à sucessão presidencial Dilma Rousseff (Casa Civil) podem sair de lá levando uma foto ao lado dos dois.

Um estande montado em frente ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães garante a lembrança da viagem. O prefeito da cidade de Timbiras, no Maranhão, Raimundo Nonato Pessoa, foi um dos que resolveu aderir à fotomontagem e vai levar para casa o seu cartão postal.

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Lula e Bush

Vendo Lula e Bush em entrevistas neste final de semana – Bush em coletiva de “despedida” e Lula à ESPN Brasil -, impossível não tecer comparações entre os dois. Vejo semelhanças e diferenças absurdas entre os dois.

Enquanto Lula gosta de soltar o já batido “nunca antes na história deste país”, Bush prefere o surrado “a história vai me julgar”. Bush é mais sincero do que Lula, em muitos pontos. Não sei até que ponto isso em política é bom ou ruim. Pro cidadão, não há dúvidas de que é benéfico: sabe-se exatamente o que o político de fato pensa.

Bush foi um péssimo político. Por sua falta de equilíbrio (ou extremismo, em certos pontos) e dificuldade em dialogar, larga o governo amargando uma das piores taxas de popularidade. Lula é o oposto, neste sentido: tem mais de 90% de aprovação. E sempre que pode evita bater de frente, tomar decisões difíceis, demitir ministros – lembro dos escândalos acontecendo um atrás de outro e Lula esperando, esperando, esperando.

Não tenho muita simpatia pelos dois. Pra dizer a verdade, acho-os boçais, sem elegância, extremamente rasos e meio brucutus mesmo. Fico impressionado de ver como muitas pessoas com sendo crítico os defendem com os argumentos os mais tolos possíveis.

Na coletiva em que vi trechos, Bush é um cabeça-dura teimoso em admitir erros – fala em “decepções” quando se refere à Abu Ghraib, Guantánamo ou à invasão ao Iraque e diz que a história o julgará. E Lula adora se vangloriar pelo que não fez sozinho ou dizer que “foram 500 anos de descaso”, como se fizesse um governo moralista e limpo (Sarney e Renan que o digam).

Outra característica que acho irritante em Lula: parece que ele não tem uma idéia firme sobre um assunto. Para cada platéia, um discurso. Na entrevista à ESPN, criticou o fato de cartolas se eternizarem no poder – Ricardo Teixeira e outros. Disse que alternância de poder é fundamental em qualquer lugar do mundo.

Quando perguntam sobre Hugo Chávez ou Fidel, diz que cada país é soberano, que acha normal, cada país faz as suas leis. Ok, não é preciso criar caso bobo com país vizinho nenhum, mas vai ser político assim lá na pqp.

Já Bush é direto: eixo do mal pra cá e pra lá. Não a toa é odiado no mundo inteiro – tomando até sapatadas. Mas é um discurso barato, vazio e hipócrita: Bush faz negócios com países que são ditaduras.

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Quem é o melhor do mundo?

Cristiano Ronaldo foi eleito nesta última segunda-feira o melhor jogador do mundo em 2008, prêmio que computa votos de todos os treinadores e capitães de seleções do mundo e entregue pela Fifa desde 1991, quando o ganhador foi o alemão Lothar Matthäus.

Gosto do futebol de Ronaldo: é veloz, chuta bem de fora da área, tem boa movimentação pelos dois lados do campo, além de ser bom cabeceador e driblador. Seu defeito era fazer muitas firulas nas pontas do campo, longe do gol. Quando passou a ser mais objetivo, o resultado apareceu. Na temporada passada, marcou 46 gols (42 pelo Manchester United e quatro pela seleção de Portugal), além das inúmeras jogadas e assistências para gol.

Além disso, seu time foi o campeão local (inglês), continental (Champions League) e mundial. Na Premier League e na Champions League, Ronaldo foi o artilheiro, com 31 gols (em 34 jogos) e 11 gols (em 14 jogos), respectivamente.

Só em termos de comparação: seus rivais mais badalados, Messi e Kaká, não conseguiram muita coisa com seus times. O Barcelona deixou escapar vergonhosamente o título espanhol para o Real Madrid e foi eliminado pelo Manchester nas semifinais da Champions. Já o Milan terminou o Calcio em quinto lugar, sem conseguir a classificação para o torneio intercontinental (onde foi despachado pelo Arsenal nas oitavas-de-final). Messi e Kaká podem até ter outras qualidades que o português não tem, mas na temporada passada não teve pra ninguém.

Eleger o melhor do mundo não é coisa fácil em futebol. Levam-se em conta muitos fatores, entre eles o fato de o time ter sido vencedor ou não na temporada (mas não só). Tivesse o Manchester caído perante o Chelsea (no inglês e na taça continental), Cristiano Ronaldo teria sido eleito o melhor do mundo? Talvez sim. Vale lembrar que quando Ronaldo Fenômeno foi eleito o melhor do mundo, em 1997, a Inter de Milão não ganhou grande coisa, apenas a Copa da Uefa.

E, sim, vamos lembrar que o português perdeu dois pênaltis na Champions League: um contra o Barcelona e outro contra o Chelsea, na decisão por pênaltis. Sortudo, ainda por cima.

Dunga e Maradona
Dunga e Maradona, ambos técnicos de seus países, votaram em Cristiano Ronaldo como o melhor, mas o que chama mais a atenção é o fato de não terem votado ou em Messi ou em Kaká – vale lembrar que a Fifa não permite que o técnico ou capitão votem em jogadores de suas seleções.

Dunga votou em 1. C. Ronaldo, 2. Fernando Torres (espanhol), 3. Arshavin (russo). Maradona foi de Maradona 1. C. Ronaldo, 2. Ibrahimovic (sueco), 3. Arshavin.

O veto de Maradona a Kaká talvez tenha até sentido: Kaká ficou boa parte do tempo machucado e realmente não brilhou. Mas não votar em Messi eu sinceramente não vejo explicação.

Fernando Torres fez sem dúvida uma boa temporada, com o título da Eurocopa (fez o gol da final), assim como Messi, que conquistou as Olimpíadas jogando muito – Dunga deve ter levado isso muito em conta na hora de votar.

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Cuba, os 50 anos de revolução e um documentário

No último dia 31 de dezembro, Raúl Castro, o novo ditador cubano (sorry, presidente não é), disse que “um homem não pode mudar o destino de um país”, ao comentar a eleição de Barack Obama nos EUA. Um homem talvez não, mas um grupo com certeza. Raúl e seu irmão Fidel são exemplo claro disso.

Liderada por Fidel Castro, a revolução cubana, que completou 50 anos no último dia 2 de janeiro, tirou do poder (ditatorial) Fulgencio Batista. Fidel prometeu democracia, mas entregou uma ditadura que fuzilou seus inimigos tão logo chegou ao poder.

O que mais me irrita na história das ditaduras é como os caprichos de uma pessoa tolhem e moldam a vida de um país e das pessoas por anos e anos. Coisas como liberdades individuais são ignoradas e trocadas por slogans nacionalistas, antiimperialistas e bocós, como o “pátria ou morte”.

Uma parte das pessoas, simpáticas a Cuba, sempre que se toca no assunto diz um “é preciso seriedade ao tratar do assunto” ou faz comparações (com números de saúde e educação) nada lisonjeiras com os EUA – como se os EUA fossem o padrão para tudo. E eu duvido que, entre um e outro, a maioria preferisse Cuba. Alguns dos motivos: a família Castro está no poder há mais de 50 anos, não há liberdade de imprensa, o partido é único e nem se manifestar publicamente é legal. Isso sem contar que determinados livros são proibidos e que sair da ilha para ir para outro lugar é considerado uma traição – milhões de cubanos moram fora de Cuba, pois não quiseram viver no Paraíso dos Castro…

A questão não é só sobre dados de saúde e educação, vai além disso. Uma vez ouvi alguém dizer que foi a Cuba e o taxista era um biólogo com PhD – frustrado, pensei eu. E o ponto não é dizer que em outros países isso também acontece – sim, acontece, é claro que acontece. Acontece em todo lugar. A diferença é que em alguns lugares as pessoas podem mudar de vida, escolher outras coisas, ascender.

Quando se fala que o capitalismo é cruel, bom, ele é, por vezes, cruel mesmo. Competir tem o seu lado cruel. O capitalismo pode despertar o que de melhor e o que de pior há nas pessoas – da superação à ganância. Mas as pessoas têm uma dose muito maior de liberdade individual.

Em um regime capitalista, uns ganham mais que os outros, há elites, há desigualdade, há preconceito, há ignorância, há injustiça – mas tende a haver mais mobilidade e possibilidade de mudanças. E eu me pergunto: é justo querer controlar um país como se fosse um laboratório? E outra: como se na Cuba atual não houvesse uma elite, que come bem, se veste bem e tem tudo o que quer. No “período especial”, não consta que Fidel ficou sem comer as suas lagostas.

E, ah, o embargo econômico existe: os EUA mantêm um embargo econômico à ilha desde 1962, reforçado em 1996, quando um avião civil foi abatido por caças cubanos. Aliás, essa história é bem boa e um documentário chamado “Shoot Down” faz o favor de contá-la.

À história: no começo da década de 1990, milhares de cubanos tentavam fugir da ilha em botes/balsas improvisadas (alguns chegavam ao ponto de usar câmaras de pneu de caminhão). Cuba vivia o “período especial”, época em que o país perdeu o apoio da União Soviética e passou por apuros econômicos.

Apenas um a cada quatro balseiros conseguia completar a travessia. Um grupo de voluntários, erradicados em Miami, o Hermanos al Rescate, foi formado com o objetivo de patrulhar parte da costa em pequenas aeronaves a procura de balseiros.

Durante um curto período, o governo cubano liberou a saída de quem quisesse ir embora do país. Até então, os cubanos eram recebidos nos EUA como refugiados políticos. Como o número de cubanos foi grande demais, o governo norte-americano resolveu “devolver” os cubanos ao país de origem.

Em 24 de fevereiro de 1996, o impensável aconteceu. Durante um vôo-patrulha (que voava neste dia também para apoiar um grupo de dissidentes que pedia reformas democráticas), o governo cubano autorizou o ataque aos dois aviões do Hermanos al Rescate – detalhe: em águas internacionais. Quatro pessoas morreram e a relação Cuba-EUA tornou-se inviável naquele momento.

O governo cubano afirmou à época que o abate havia sido feito em águas cubanas, o que foi desmentido pelo radar de um navio que navegava próximo. O radar confirma que um dos aviões do grupo invadiu o espaço aéreo cubano, mas que o ataque aconteceu em águas internacionais.

Sobrinha de uma das vítimas, Cristina Khuly, a diretora do filme, entrevistou, em dez anos, ex-membros do governo cubano e do governo Clinton, além de familiares das vítimas. O filme resgata também os detalhes técnicos da manobra e traz o contexto político da época: um governo cubano acuado, com medo de perder o poder. O documentário mostra também que o governo cubano chegou até a infiltrar um agente no grupo.

As gravações reais dos pilotos dos MiGs cubanos durante a operação impressionam, assim como a reação de Fidel Castro, assumindo e defendendo o ataque.

Trailer do filme.

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