Há 7 anos, na Cervejaria Universitária

Em momento saudosista.

Olha, não é de hoje que me dá um pouco de saudade do passado ao olhar e pensar em algumas coisas. Há uns meses, fiquei totalmente fissurado em encontrar pessoas que conheci quando morei no Maranhão. Minha procura no Orkut foi insana – e encontrou um monte de gente nada a ver e centenas de evangélicos. Meu Deus. Deixei quieto.

Quando encontrei essa foto no Orkut da Bia, foi muito legal lembrar daquela época em que eu era totalmente (tá, um pouco, vai) diferente do que sou hoje.

Engraçado que isso tenha acontecido em 2001 (2002), oito (sete) anos atrás, quando eu ainda usava óculos, tinha pinta no rosto, estava no segundo ano da faculdade, queria ser jornalista, tinha 20 anos e usava um casaco simplesmente horroroso.

A cerveja era boa: da Cervejaria Universitária. Ah, a companhia também. Chuif, chuif. :~

(/fim do blog adolescente e do momento saudosista.)

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Flip 09

Não tava muito a fim, mas até que deu vontade de aparecer na Flip deste ano, que trará Gay Talese e Richard Dawkins, além do Alex Ross, que parece ser um cara bem legal. (Além deles, gostaria de ouvir o Sérgio Rodrigues.)

O restante do tempo passaria lendo, andando pelas ruas totalmente surreais de Paraty e, claro, pegaria uma praia. Não sei como tem gente que consegue ficar o tempo todo vendo escritor falar. Baita negócio chato. :)

Hmm. Vamos ver.

(Ok, vou confessar uma coisa bem feia: eu assistiria ao show da Adriana Calcanhoto muito feliz.)

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Sete anos atrás, Semana 3 era lançado

Na última quinta-feira, 21 de maio, lá se foram 7 anos do início do jornal “Semana 3″, que ajudei a criar com o Zé Ricardo Manini (e também o Silvio Anunciação), quando ainda estávamos na faculdade de jornalismo da Puc-Campinas – e que durou até 2006, quando tinha se transformado em revista.

Lembrei disso hoje quando peguei a “Metrópole”, revista que circula aos domingos no “Correio Popular”, e li um especial sobre Barão Geraldo – eles citam uma edição do “Semana 3″ de dezembro de 2003, especial sobre os 50 anos de Barão como distrito.

Fiquei contente em ver a citação. Mostra que fizemos um bom trabalho, mesmo ainda estudantes sem muita experiência. Lembro de como foi difícil produzir aquela edição: muita pesquisa, idas e vindas aos centro de memória da Unicamp, leitura de livros, muita conversa nas ruas. Faço uma crítica aos jornalistas da “Metrópole”: teve pouca apuração de rua.

Mesmo a matéria com o Vitachi, acredito eu, virou pauta por causa de um perfil (muito legal, aliás) que fiz pro mesmo “Semana 3″, que pode ser lido aqui. Personagens assim em Barão existem aos montes. É só procurar.

Lembro com orgulho e carinho do “Semana 3″ – foi onde aprendi muita coisa, na raça, batendo cabeça, brigando com os sócios e fazendo muita merda, mas também muita coisa bacana. No fim, o projeto se tornou inviável e eu, na fase final tocando sozinho, decidi acabar com tudo meio que do dia pra noite. Virou um tormento como negócio e eu perdi muita grana.

O “Semana 3″ surgiu como um “jornal de bairro” melhorado, com distribuição no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. A pauta era local misturada com muita cultura e entrevistas (algumas estão aí no menu à esquerda). Alguns colunistas também davam o ar da graça, escrevendo de graça e eu sou grato a todos. As colunas do Soares Silva eram simplesmente sensacionais – leiam aí. Muito boas mesmo.

Volta e meia sinto falta de fazer um perfil ou uma reportagem de fôlego ou de, sei lá, editar por uma semana um jornal. É uma adrenalina boa.

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Grande Zé Rodrix

“Acabo de descobrir exatamente nos detalhes desta notícia que não vou mais participar do projeto. Vocês conhecem a minha opinião sobre Renúncia Fiscal e Leis de Incentivo. Enquanto isto era um empreendimento privado, no máximo com os patrocínios e os apoios diretos de empresas que se associariam ao empreendimento, eu estava dentro. Infelizmente, ao entrar na jogada da Lei Rouanet, MiniCul etc., ele se torna impossível para mim.Não acredito que o dinheiro de TODOS deva servir para patrocinar a aventura pessoal de ALGUNS, e, quando isto se configura, eu saio fora. Investimento deve ser feito com dinheiro real que não prejudique o essencial do país. Impostos devem ter fim específico, e os sustento da arte não é, a meu ver, uma destas essencialidades.

Sempre fui um artista que não se privilegiou de nenhum tipo de ligação com estados e governos, em nome de minha própria liberdade. Assim sendo, há que haver em mim algum respeito pelas coisas em que eu acredito. Se entrar nisto, estarei negando tudo que é a minha maneira de ser, pensar e agir. No Brasil de hoje, precisamos de investidores conscientes, e não, segundo minha maneira de ver a realidade, de utilizar de maneira equivocada o dinheiro público.”

Zé Rodrix, autor de “Casa no Campo” (aqui, na voz de Elis Regina)

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Culture book da Zappos

Há alguns dias, Ricardo Jordão, da Bizrevolution falava de uma empresa chamada Zappos e seu “culture book”. O Ricardo disse que ouviu falar muito do livro e então teve a idéia de tuítar o CEO da empresa, Tony Hsieh, e simplesmente perguntar como conseguir o livro. Decidi fazer o mesmo. Tuítei o Tony e ele, muito gentilmente, pediu-me para passar por e-mail meu endereço. Mandei o e-mail e, 5 dias depois, direto de Nevada, nos EUA, o livro chegou à minha casa, em Campinas, Brasil.

Juro que fiquei impressionado – não só por terem enviado livro (que deve pesar mais de 1kg fácil), mas por terem me mandado dois e-mails (da “equipe do Tony”) falando que eu gostaria muito do livro, indicando links e blogs da Zappos e pedindo meu feedback.

Um parêntese: a Zappos é uma loja online de calçados e acessórios com base nos EUA. É reconhecida como uma das empresas com o melhor atendimento ao cliente do país.

O livro é simplesmente sensacional: fala da empresa, de sua filosofia de atendimento ao cliente e traz depoimentos dos funcionários, que responderam à pergunta “O que é a Cultura Zappos?”.

No prefácio do livro, escrito pelo próprio Tony, há um texto bem bacana, que eu tento resumir aqui:
- Fundada em 1999, a Zappos cresceu numa taxa extraordinária – de $ 1.6 mi para $ 1 bi ao final de 2008 (valor projetado);
- As pessoas perguntam como crescemos tão rápido e a respostas é simples. Alinhamos a organização ao redor de uma missão: prover o melhor serviço ao cliente possível;
- Compras online podem ser uma experiência assustadora, especialmente se você compra sapatos ou roupas. Na Zappos, acreditamos que se nós constanmente nos esforçarmos em prover a melhor experiência de compras online possível, então nossos clientes serão fiéis (ou leais) e comprarão de nós de novo e de novo;
- Melhor do que focar em maximizar lucros no curto prazo, preferimos focar em como podemos maximizar o serviço que oferecemos aos clientes. Internamente, chamados isso de “WOW” philosophy;
- Queremos que cada interação com cada cliente resulte no consumidor dizendo “WOW” – aí eles virarão consumidores para a vida toda;
- Isso também resulta em propaganda boca a boca para a gente, que significa que em vez de gastarmos muito dinheiro em marketing, podemos colocar o dinheiro melhorando a experiência do consumidor, e o ciclo continua;
- No longo prazo, queremos que as pessoas associem a Zappos com grande atendimento/serviço, e não com sapatos;
- Enquanto isso soa bem na teoria, o desafio de fazer tudo isso é focar toda a empresa em volta do ATENDIMENTO/SERVIÇO. Na Zappos, serviço ao consumidor não é somente um departamento – é a empresa inteira;
- Internamente, temos um ditado: somos uma empresa de serviços que aconteceu de vender sapatos. E roupas. E bolsas. E acessórios. E eventualmente tudo e qualquer coisa.”;
- Para termos sucesso como uma empresa de serviço, precisamos criar, manter e fomentar uma cultura na qual os empregados queiram ser uma parte em prestar excelente atendimento;
- Sou perguntado muitas vezes qual é o maior ativo da empresa e a minha resposta é sempre a mesma: a CULTURA;
- Precisamos ter certeza de que eles (os funcionários) entendem e se tornem parte de nossa CULTURA;
- Para mim, engloba muitos elementos diferentes. É sobre sempre procurar por novas maneiras de “WOW” cada um que entramos em contato. É sobre construir relacionamento onde tratamos uns aos outros como família. É sobre trabalho de equipe e ter diversão e não nos levar tão a sério. É sobre crescimento, tanto pessoal como profissional. É sobre alcançar o impossível com menos pessoas. É sobre franqueza, assumir riscos, e não ter medo de cometer erros. Mas, acima de tudo, é sobre ter fé de se fizermos a coisa certa, no longo prazo teremos sucesso e construiremos algo grande;
- Nossa cultura é baseada em dez valores essenciais:
1) Entregue o serviço WOW
2) Adote e incentive a mudança
3) Crie diversão e um pouco de esquisitice
4) Seja aventureiro, criativo e cabeça-aberta
5) Persiga o crescimento e o conhecimento
6) Construa relacionamentos abertos e honetos
7) Construa um time positivo e espírito de família
8) Faça mais com menos
9) Seja apaixonado e determinado
10) Seja humilde
- Diferente de muitas empresas, cujos valores são apenas uma placa na parede, nossos valores essenciais representam muito em como contratamento, treinamos e desenvolvemos nossos funcionários;
- Na Zappos, em acréscimo à tentativa de WOW nossos clientes, nós também tentamos WOW nossos funcionários e os vendedores e os parceiros que trabalhar conosco (e, no longo prazo, nossos investidores);
- Acreditamos que isso cria um ciclo virtuoso, e, em nossa visão, estamos fazendo do mundo um lugar melhor e melhorando a vida das pessoas;
- Claro que a Cultura Zappos significa diferentes coisas para diferentes pessoas, então eu pensei que o melhor jeito de mostrar às pessoas o que é a Cultura Zappos era perguntar diretamente a nossos funcionários.

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Twitter

Estou no Twitter, “o blog com ejaculação precoce”.

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Top 5 escritores que admiro

E/ou gostaria de escrever igual e/ou me influenciaram.

1. Gay Talese, pelos estupendos “A mulher do Próximo”, “Fama e Anonimato” e “O Reino e o Poder”
2. Paulo Francis, pela porra-louquice e textos apaixonantes
3. H. L. Mencken, pela fluência e leveza (ou acídia?) em tudo que escrevia (vale uma leitura do “Livro dos Insultos” – que, parece, será relançado em breve)
4. Machado de Assis, pela ironia e por ter me marcado bastante quando li “Memórias Póstumas”; é engraçado, mas vejos ecos de Machado em P. G. Wodehouse
5. Philip Roth – precisa explicar? Porque é craque: “O Complexto de Portnoy” é engraçadíssimo e “Pastoral Americana” é um baita livro
(e um extra: Malcolm Gladwell, que me surpreendeu demais com seus livros “Blink” e “O Ponto de Desequilíbrio” – estou preparando resenhas pra cada um)

Estou esquecendo alguém? Com certeza.

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As minhas Copas do Mundo – 1990

(Decidi, sabe-se lá porquê, escrever sobre as minhas lembranças das Copas do Mundo. Tenho relembrado com certa frequência alguns episódios da minha infância de criança pequena lá em Barbacema. Estava esses dias assistindo à uma entrevista do Lazaroni, quando comecei a lembrar de coisas e mais coisas nos tempos de Copa. Aqui vai o primeiro texto, da Copa de 90. Vou escrevendo tudo sem revisar e vou postando aqui; não ligue se encontrar alguns errinhos ou repetições.)

A Copa que eu não lembro de quase nada
Tenho vagas lembranças da Copa do Mundo de 1990. Em uma delas, lembro das ruas pintadas com bandeiras do Brasil. Lembro que eu adorava andar de bicicleta pelas ruas desertas, depois dos jogos – ia de rua em rua e ficava contornando as linhas da bandeira. Havia também muitas bandeirolas penduradas nas casas. Em algumas, os moradores chegavam a pintar a frente da casa de verde e amarelo. Hoje isso me parece totalmente surreal, mas na época era legal.

Não lembro de ter assistido a nenhum jogo. Lembro vagamente de ver um grupo assistindo à final e depois comemorando a vitória da Alemanha. Aliás, sobre a Alemanha, lembro de ficar matutando, ao ver as figurinhas da Copa, porque diabos era Alemanha Ocidental e não simplesmente Alemanha. Aos 8 anos, me soava estranho um país dividido em dois – embora o muro de Berlim tivesse caído um ano antes.

Deve ter sido meio chato pra turma limpar as ruas e recolher as bandeirolas depois da derrota do Brasil para a Argentina, com passe de Maradona e gol de Caniggia. Tão chato que as ruas ficaram pintadas ainda durante muito tempo.

Uma coisa eu me lembro claramente: todo mundo falava mal do Lazaroni, o técnico do Brasil. Era uma esculhambação geral.

Se algum dia eu resolver voltar para visitar Balsas, no interior do Maranhão, cidade na qual eu morava (à época, com uns 15 mil habitantes), com certeza vai ser em tempo de Copa do Mundo. Levarei uma bicicleta para reviver os velhos tempos.

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Ronaldo e o ponto de desequilíbrio

Malcolm Gladwell tem um livrinho fascinante chamado “Ponto de Desequilíbio” (do qual escreverei mais em breve). Nele, o jornalista trata das epidemias comportamentais, mais especificamente de como se criam essas epidemias, qual o ponto de desequilíbrio por trás. O subtítulo do livro sintetiza: como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença. O fósforo da capa resume ainda melhor: um simples fósforo pode causar um estrago gigantesco.

Mas tudo isso pra falar de Ronaldo Fenômeno, que, no jogo contra o Santos, no domingo, mostrou que é o melhor exemplo do “ponto de desequilíbrio” no futebol – esse esporte fantástico no qual um jogador pode fazer toda a diferença do mundo, em uma jogada inesperada e genial. Romário, na Copa do Mundo de 94, foi um exemplo disso: quem apostaria que aquele time, sem o baixinho, seria campeão do mundo?

Ronaldo mostrou que, ainda gordinho e fora da forma física ideal, é capaz de desequilibrar uma partida. Os dois golaços de canhota são a prova de que ele está acima de todos os atacantes do Brasil.

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Serrote

Li só uns trechos e dei uma olhada geral na “serrote”, revista/livro quadrimestral de ensaios lançada pelo Instituto Moreira Salles. Mas, pelo pouco que pude ver, é material da melhor qualidade. Fui direto pros textos do Mencken – deliciosos, extremamente bem escritos e atuais em sua forma e conteúdo -, escritos em 1925 sobre o “julgamento do macaco”.

Ainda há textos de gente muito boa, como Edmund Wilson, E.B. White, Tostão, aforismas de Franz Kafka etc.

Vale a leitura.

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