O presidente marqueteiro

Chega a dar repulsa a notícia que vai abaixo. O governo federal convidou os prefeitos do Brasil para um encontro nacional que só serviu para fazer companha explícita para a ministra Dilma Rousseff e demagogia barata.

Chegou-se ao cúmulo de montarem uma barraquinha para fotomontagem do prefeito com Lula e Dilma. Gostaria de saber quanto se gastou na brincadeira.

Aqui.

Prefeitos participam de fotomontagem com Lula e Dilma
Estande foi montado em frente ao Centro de Convenções e quem quiser pode sair com a lembrança

BRASÍLIA – Cada um dos 3,2 mil prefeitos que foram à Brasília para o encontro nacional com o presidente Luiz Inácio da Silva em Brasília e ministros como a possível candidata à sucessão presidencial Dilma Rousseff (Casa Civil) podem sair de lá levando uma foto ao lado dos dois.

Um estande montado em frente ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães garante a lembrança da viagem. O prefeito da cidade de Timbiras, no Maranhão, Raimundo Nonato Pessoa, foi um dos que resolveu aderir à fotomontagem e vai levar para casa o seu cartão postal.

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Lula e Bush

Vendo Lula e Bush em entrevistas neste final de semana – Bush em coletiva de “despedida” e Lula à ESPN Brasil -, impossível não tecer comparações entre os dois. Vejo semelhanças e diferenças absurdas entre os dois.

Enquanto Lula gosta de soltar o já batido “nunca antes na história deste país”, Bush prefere o surrado “a história vai me julgar”. Bush é mais sincero do que Lula, em muitos pontos. Não sei até que ponto isso em política é bom ou ruim. Pro cidadão, não há dúvidas de que é benéfico: sabe-se exatamente o que o político de fato pensa.

Bush foi um péssimo político. Por sua falta de equilíbrio (ou extremismo, em certos pontos) e dificuldade em dialogar, larga o governo amargando uma das piores taxas de popularidade. Lula é o oposto, neste sentido: tem mais de 90% de aprovação. E sempre que pode evita bater de frente, tomar decisões difíceis, demitir ministros – lembro dos escândalos acontecendo um atrás de outro e Lula esperando, esperando, esperando.

Não tenho muita simpatia pelos dois. Pra dizer a verdade, acho-os boçais, sem elegância, extremamente rasos e meio brucutus mesmo. Fico impressionado de ver como muitas pessoas com sendo crítico os defendem com os argumentos os mais tolos possíveis.

Na coletiva em que vi trechos, Bush é um cabeça-dura teimoso em admitir erros – fala em “decepções” quando se refere à Abu Ghraib, Guantánamo ou à invasão ao Iraque e diz que a história o julgará. E Lula adora se vangloriar pelo que não fez sozinho ou dizer que “foram 500 anos de descaso”, como se fizesse um governo moralista e limpo (Sarney e Renan que o digam).

Outra característica que acho irritante em Lula: parece que ele não tem uma idéia firme sobre um assunto. Para cada platéia, um discurso. Na entrevista à ESPN, criticou o fato de cartolas se eternizarem no poder – Ricardo Teixeira e outros. Disse que alternância de poder é fundamental em qualquer lugar do mundo.

Quando perguntam sobre Hugo Chávez ou Fidel, diz que cada país é soberano, que acha normal, cada país faz as suas leis. Ok, não é preciso criar caso bobo com país vizinho nenhum, mas vai ser político assim lá na pqp.

Já Bush é direto: eixo do mal pra cá e pra lá. Não a toa é odiado no mundo inteiro – tomando até sapatadas. Mas é um discurso barato, vazio e hipócrita: Bush faz negócios com países que são ditaduras.

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Currículo

Acho um terror pessoas que colocam em seus currículos “perfis” (digamos) subjetivos e até psicológicos, do tipo: “Tenho facilidade de adaptação em diversos ambientes profissionais” ou “Sou dinâmico, criativo, pró-ativo, gosto de desafios e aprender novas atividades” ou “Tenho facilidade em me relacionar com as pessoas e sou muito bem-humorado” ou ainda o famigerado “Sou extremamente comunicativo”.

Quando, na verdade, estão querendo dizer: “Sou lento, totalmente sem criatividade, odeio desafios – senão faria um currículo melhor -, só faço o que me mandam fazer e, além de tudo, falo pra cacete”.

Já vi até currículo no qual a dita cuja informava que havia posado para a revista “Playboy”. Sim, é sério – currículo para jornalista.

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