Previsões para 2010

As minhas malfadadas previsões para 2010.

Futebol: Brasil ou Espanha ganharão a próxima Copa do Mundo; no Brasileirão, vai dar Corinthians (que perderá a Libertadores) ou São Paulo (que ganhará a Libertadores).

Política.BR: José Serra será eleito presidente do Brasil, numa disputa muito acirrada (principalmente nos últimos momentos) com Dilma Rousseff. Lula, depois alguns poucos meses, dará pitacos em tudo no novo governo.

Cuba: Fidel morrerá e seu irmãozinho levará o país por mais um tempo. Tudo continuará na mesma, como sempre.

Venezuela: Chávez continuará no poder e vai continuar a fazer do país uma merda (agora com câmbio duplo). Uma hora o povo vai cansar e botar o maluco pra fora. Ou não: a repressão aumentará e a Venezuela será uma nova Cuba, com censura (mais forte), autoritarismo e muita corrupção.

China: O país ganhará mais força no mundo. O que pode ser bom, mas é extremamente ruim também (frase mais Cléber Machado impossível).

Brasil: Continuará crescendo e tendo destaque internacional. Mas só deslanchará se fizer as reformas tributária e trabalhista – que têm mais chance de acontecer se o próximo presidente for Serra.

Ah, é isso. Tô com preguiça de escrever mais.

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As minhas Copas do Mundo – 1990

(Decidi, sabe-se lá porquê, escrever sobre as minhas lembranças das Copas do Mundo. Tenho relembrado com certa frequência alguns episódios da minha infância de criança pequena lá em Barbacema. Estava esses dias assistindo à uma entrevista do Lazaroni, quando comecei a lembrar de coisas e mais coisas nos tempos de Copa. Aqui vai o primeiro texto, da Copa de 90. Vou escrevendo tudo sem revisar e vou postando aqui; não ligue se encontrar alguns errinhos ou repetições.)

A Copa que eu não lembro de quase nada
Tenho vagas lembranças da Copa do Mundo de 1990. Em uma delas, lembro das ruas pintadas com bandeiras do Brasil. Lembro que eu adorava andar de bicicleta pelas ruas desertas, depois dos jogos – ia de rua em rua e ficava contornando as linhas da bandeira. Havia também muitas bandeirolas penduradas nas casas. Em algumas, os moradores chegavam a pintar a frente da casa de verde e amarelo. Hoje isso me parece totalmente surreal, mas na época era legal.

Não lembro de ter assistido a nenhum jogo. Lembro vagamente de ver um grupo assistindo à final e depois comemorando a vitória da Alemanha. Aliás, sobre a Alemanha, lembro de ficar matutando, ao ver as figurinhas da Copa, porque diabos era Alemanha Ocidental e não simplesmente Alemanha. Aos 8 anos, me soava estranho um país dividido em dois – embora o muro de Berlim tivesse caído um ano antes.

Deve ter sido meio chato pra turma limpar as ruas e recolher as bandeirolas depois da derrota do Brasil para a Argentina, com passe de Maradona e gol de Caniggia. Tão chato que as ruas ficaram pintadas ainda durante muito tempo.

Uma coisa eu me lembro claramente: todo mundo falava mal do Lazaroni, o técnico do Brasil. Era uma esculhambação geral.

Se algum dia eu resolver voltar para visitar Balsas, no interior do Maranhão, cidade na qual eu morava (à época, com uns 15 mil habitantes), com certeza vai ser em tempo de Copa do Mundo. Levarei uma bicicleta para reviver os velhos tempos.

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Ronaldo e o ponto de desequilíbrio

Malcolm Gladwell tem um livrinho fascinante chamado “Ponto de Desequilíbio” (do qual escreverei mais em breve). Nele, o jornalista trata das epidemias comportamentais, mais especificamente de como se criam essas epidemias, qual o ponto de desequilíbrio por trás. O subtítulo do livro sintetiza: como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença. O fósforo da capa resume ainda melhor: um simples fósforo pode causar um estrago gigantesco.

Mas tudo isso pra falar de Ronaldo Fenômeno, que, no jogo contra o Santos, no domingo, mostrou que é o melhor exemplo do “ponto de desequilíbrio” no futebol – esse esporte fantástico no qual um jogador pode fazer toda a diferença do mundo, em uma jogada inesperada e genial. Romário, na Copa do Mundo de 94, foi um exemplo disso: quem apostaria que aquele time, sem o baixinho, seria campeão do mundo?

Ronaldo mostrou que, ainda gordinho e fora da forma física ideal, é capaz de desequilibrar uma partida. Os dois golaços de canhota são a prova de que ele está acima de todos os atacantes do Brasil.

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