Sete anos atrás, Semana 3 era lançado

Na última quinta-feira, 21 de maio, lá se foram 7 anos do início do jornal “Semana 3″, que ajudei a criar com o Zé Ricardo Manini (e também o Silvio Anunciação), quando ainda estávamos na faculdade de jornalismo da Puc-Campinas – e que durou até 2006, quando tinha se transformado em revista.

Lembrei disso hoje quando peguei a “Metrópole”, revista que circula aos domingos no “Correio Popular”, e li um especial sobre Barão Geraldo – eles citam uma edição do “Semana 3″ de dezembro de 2003, especial sobre os 50 anos de Barão como distrito.

Fiquei contente em ver a citação. Mostra que fizemos um bom trabalho, mesmo ainda estudantes sem muita experiência. Lembro de como foi difícil produzir aquela edição: muita pesquisa, idas e vindas aos centro de memória da Unicamp, leitura de livros, muita conversa nas ruas. Faço uma crítica aos jornalistas da “Metrópole”: teve pouca apuração de rua.

Mesmo a matéria com o Vitachi, acredito eu, virou pauta por causa de um perfil (muito legal, aliás) que fiz pro mesmo “Semana 3″, que pode ser lido aqui. Personagens assim em Barão existem aos montes. É só procurar.

Lembro com orgulho e carinho do “Semana 3″ – foi onde aprendi muita coisa, na raça, batendo cabeça, brigando com os sócios e fazendo muita merda, mas também muita coisa bacana. No fim, o projeto se tornou inviável e eu, na fase final tocando sozinho, decidi acabar com tudo meio que do dia pra noite. Virou um tormento como negócio e eu perdi muita grana.

O “Semana 3″ surgiu como um “jornal de bairro” melhorado, com distribuição no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. A pauta era local misturada com muita cultura e entrevistas (algumas estão aí no menu à esquerda). Alguns colunistas também davam o ar da graça, escrevendo de graça e eu sou grato a todos. As colunas do Soares Silva eram simplesmente sensacionais – leiam aí. Muito boas mesmo.

Volta e meia sinto falta de fazer um perfil ou uma reportagem de fôlego ou de, sei lá, editar por uma semana um jornal. É uma adrenalina boa.

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Culture book da Zappos

Há alguns dias, Ricardo Jordão, da Bizrevolution falava de uma empresa chamada Zappos e seu “culture book”. O Ricardo disse que ouviu falar muito do livro e então teve a idéia de tuítar o CEO da empresa, Tony Hsieh, e simplesmente perguntar como conseguir o livro. Decidi fazer o mesmo. Tuítei o Tony e ele, muito gentilmente, pediu-me para passar por e-mail meu endereço. Mandei o e-mail e, 5 dias depois, direto de Nevada, nos EUA, o livro chegou à minha casa, em Campinas, Brasil.

Juro que fiquei impressionado – não só por terem enviado livro (que deve pesar mais de 1kg fácil), mas por terem me mandado dois e-mails (da “equipe do Tony”) falando que eu gostaria muito do livro, indicando links e blogs da Zappos e pedindo meu feedback.

Um parêntese: a Zappos é uma loja online de calçados e acessórios com base nos EUA. É reconhecida como uma das empresas com o melhor atendimento ao cliente do país.

O livro é simplesmente sensacional: fala da empresa, de sua filosofia de atendimento ao cliente e traz depoimentos dos funcionários, que responderam à pergunta “O que é a Cultura Zappos?”.

No prefácio do livro, escrito pelo próprio Tony, há um texto bem bacana, que eu tento resumir aqui:
- Fundada em 1999, a Zappos cresceu numa taxa extraordinária – de $ 1.6 mi para $ 1 bi ao final de 2008 (valor projetado);
- As pessoas perguntam como crescemos tão rápido e a respostas é simples. Alinhamos a organização ao redor de uma missão: prover o melhor serviço ao cliente possível;
- Compras online podem ser uma experiência assustadora, especialmente se você compra sapatos ou roupas. Na Zappos, acreditamos que se nós constanmente nos esforçarmos em prover a melhor experiência de compras online possível, então nossos clientes serão fiéis (ou leais) e comprarão de nós de novo e de novo;
- Melhor do que focar em maximizar lucros no curto prazo, preferimos focar em como podemos maximizar o serviço que oferecemos aos clientes. Internamente, chamados isso de “WOW” philosophy;
- Queremos que cada interação com cada cliente resulte no consumidor dizendo “WOW” – aí eles virarão consumidores para a vida toda;
- Isso também resulta em propaganda boca a boca para a gente, que significa que em vez de gastarmos muito dinheiro em marketing, podemos colocar o dinheiro melhorando a experiência do consumidor, e o ciclo continua;
- No longo prazo, queremos que as pessoas associem a Zappos com grande atendimento/serviço, e não com sapatos;
- Enquanto isso soa bem na teoria, o desafio de fazer tudo isso é focar toda a empresa em volta do ATENDIMENTO/SERVIÇO. Na Zappos, serviço ao consumidor não é somente um departamento – é a empresa inteira;
- Internamente, temos um ditado: somos uma empresa de serviços que aconteceu de vender sapatos. E roupas. E bolsas. E acessórios. E eventualmente tudo e qualquer coisa.”;
- Para termos sucesso como uma empresa de serviço, precisamos criar, manter e fomentar uma cultura na qual os empregados queiram ser uma parte em prestar excelente atendimento;
- Sou perguntado muitas vezes qual é o maior ativo da empresa e a minha resposta é sempre a mesma: a CULTURA;
- Precisamos ter certeza de que eles (os funcionários) entendem e se tornem parte de nossa CULTURA;
- Para mim, engloba muitos elementos diferentes. É sobre sempre procurar por novas maneiras de “WOW” cada um que entramos em contato. É sobre construir relacionamento onde tratamos uns aos outros como família. É sobre trabalho de equipe e ter diversão e não nos levar tão a sério. É sobre crescimento, tanto pessoal como profissional. É sobre alcançar o impossível com menos pessoas. É sobre franqueza, assumir riscos, e não ter medo de cometer erros. Mas, acima de tudo, é sobre ter fé de se fizermos a coisa certa, no longo prazo teremos sucesso e construiremos algo grande;
- Nossa cultura é baseada em dez valores essenciais:
1) Entregue o serviço WOW
2) Adote e incentive a mudança
3) Crie diversão e um pouco de esquisitice
4) Seja aventureiro, criativo e cabeça-aberta
5) Persiga o crescimento e o conhecimento
6) Construa relacionamentos abertos e honetos
7) Construa um time positivo e espírito de família
8) Faça mais com menos
9) Seja apaixonado e determinado
10) Seja humilde
- Diferente de muitas empresas, cujos valores são apenas uma placa na parede, nossos valores essenciais representam muito em como contratamento, treinamos e desenvolvemos nossos funcionários;
- Na Zappos, em acréscimo à tentativa de WOW nossos clientes, nós também tentamos WOW nossos funcionários e os vendedores e os parceiros que trabalhar conosco (e, no longo prazo, nossos investidores);
- Acreditamos que isso cria um ciclo virtuoso, e, em nossa visão, estamos fazendo do mundo um lugar melhor e melhorando a vida das pessoas;
- Claro que a Cultura Zappos significa diferentes coisas para diferentes pessoas, então eu pensei que o melhor jeito de mostrar às pessoas o que é a Cultura Zappos era perguntar diretamente a nossos funcionários.

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