A mesma coisa de novo?

Nos oito anos de governo FHC, era comum a crítica do então presidente de que “torciam contra o Brasil”, referindo-se, é claro, ao PT.

Agora é a vez de Lula: “Isso é para quem torce contra o Brasil”.

Ah, sim, seguindo essa idéia, Lula e o PT eram os mais anti-Brasil. Foram contra tudo que o governo queria fazer, até o Plano Real (“uma ficção”). Em uma entrevista recente, um partidário do PT chegou a dizer que os petistas eram induzidos a votar contra tudo, mesmo que o projeto fosse bom. É isso aí.

Quando esse povo vai entender que oposição existe para se opor e isso deveria ser encarado como algo comum e até saudável para a democracia?

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Grande Zé Rodrix

“Acabo de descobrir exatamente nos detalhes desta notícia que não vou mais participar do projeto. Vocês conhecem a minha opinião sobre Renúncia Fiscal e Leis de Incentivo. Enquanto isto era um empreendimento privado, no máximo com os patrocínios e os apoios diretos de empresas que se associariam ao empreendimento, eu estava dentro. Infelizmente, ao entrar na jogada da Lei Rouanet, MiniCul etc., ele se torna impossível para mim.Não acredito que o dinheiro de TODOS deva servir para patrocinar a aventura pessoal de ALGUNS, e, quando isto se configura, eu saio fora. Investimento deve ser feito com dinheiro real que não prejudique o essencial do país. Impostos devem ter fim específico, e os sustento da arte não é, a meu ver, uma destas essencialidades.

Sempre fui um artista que não se privilegiou de nenhum tipo de ligação com estados e governos, em nome de minha própria liberdade. Assim sendo, há que haver em mim algum respeito pelas coisas em que eu acredito. Se entrar nisto, estarei negando tudo que é a minha maneira de ser, pensar e agir. No Brasil de hoje, precisamos de investidores conscientes, e não, segundo minha maneira de ver a realidade, de utilizar de maneira equivocada o dinheiro público.”

Zé Rodrix, autor de “Casa no Campo” (aqui, na voz de Elis Regina)

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Top 5 bizarrices da semana

1. Hugo Chávez, presidente da Venezuela, agora tem direito a reeleições ilimitadas. Direito ganho num referendo que tinha uma pergunta bizarra: “Você aprova a emenda dos artigos 160, 162, 174, 192 e 230 da Constituição da República, tramitada pela Assembléia Nacional, que amplia os direitos políticos do povo, com o fim de permitir que qualquer cidadão ou cidadã em exercício de um cargo de eleição popular possa ser sujeito à postulação como candidato ou candidata para o mesmo cargo pelo tempo estabelecido constitucionalmente, dependendo sua possível eleição exclusivamente do voto popular?” Gênio (do mal).
2. Por sua vez, Evo Morales, presidente da Bolívia, diz que mandatos ilimitados ajudam a combater a corrupção. Claro, claro. Como não pensamos nisso antes? Se o fulano está no governo e sabe que não precisará sair depois de um ou dois mandatos, pra quê roubar, não é mesmo? O cara vai governar honestamente, roubando só um pouquinho, pois terá vários anos pela frente…
3. Há vinte anos, o escritor Salman Rushdie foi condenado à morte pelo aiatolá Khomeini, sob acusação de blasfêmia. A fatwa se deu por causa do livro “Os Versos Satânicos”. O mais bizarro é que a agência iraniana não só lembrou a data, mas fez questão de lembrar que a fatwa ainda vale. Baita país democrático e autônomo, esse Irã; tem todo o direito de produzir sua bomba atômica.
4. O governador de Rondônia, Ivo Cassol, proibiu a polícia ambiental de emitir autos de infração contra madeireiras que comercializam madeira ilegal. Esse é craque da pelota.
5. Tire uma foto com Lula e Dilma. Na semana que passou, prefeitos de todo o país – em um encontro nacional com o presidente em Brasília – puderam tirar uma foto e levar pra casa, como brinde, uma fotomontagem com Lula e Dilma. Pra frente, Sucupira!

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